Brasil tem uma das taxas mais lentas de redução da mortalidade materna

Em 13 anos, a taxa de mortalidade materna caiu 1,7%, ao ano, no Brasil. O país é o quarto mais lento na redução da mortalidade de mulheres por complicações durante ou após o parto, segundo relatório coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e divulgado no dia 30 de junho.
O estudo foi feito com base na análise das taxas de 75 países participantes dos Objetivos do Milênio entre os anos de 2000 e 2013. No período, o Brasil teve queda anual média de 1,7% na taxa de mortalidade materna. A marca está bem abaixo da média de todo o grupo, que foi de 3,1% ao ano.  Em 2013, a taxa de brasileiras que morreram por complicações em decorrência da gestação ou do parto foi equivalente a 69 a cada 100 mil nascimentos. Isso representa quase o dobro da meta dos Objetivos do Milênio. 

O Brasil já assumiu que não vai conseguir atingir a marca. O país, entretanto, não é o único. O relatório preparado pela Parceria para a Saúde Materna, de Recém-Nascidos e Crianças aponta que poucos países vão atingir o compromisso. Do total, apenas 11 conseguiram diminuir a taxa a um ritmo de pelo menos 5,5% por ano.

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