A SERRA E O TEMPO

    A Serra e o Tempo

   Por Maria Dalva Vieira

 

Há um silêncio sutil que percorre as ladeiras de Martins quando o vento da serra sopra ao entardecer.

Nesse momento, a memória ganha vida e as lembranças do cotidiano se transformam em literatura. Escrever sobre nossa terra vai além de simplesmente colocar palavras no papel; é uma maneira de eternizar os causos ouvidos nos alpendres, os cenários das antigas ruas e os rostos daqueles que ajudaram a construir nossa história cultural.

A crônica da vida sertaneja e serrana se mantém viva enquanto houver alguém para contá-la com afeto.

Nesta primeira quinzena, de setembro, convidamos todos(as) os(as) leitores(as) e amigos(as) a focar suas atenções nas pequenas narrativas do dia a dia.

Que a poesia dos nossos contornos inspire novos versos e reacenda o valor insubstituível das nossas recordações.

Guardar uma lembrança em forma de verso ou prosa é assegurar que o tempo jamais apague a nossa essência.


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